terça-feira, 2 de março de 2010

Coluna da Raquel!

Mais uma vez os esportistas...




Sei que já virou clichê comparar os atletas com os concurseiros, mas nunca é demais ressaltar como podemos aprender coisas boas com eles. Eu aprendi muito com as Olimpíadas de Inverno de Vancouver.



Essa sexta-feira eu precisei resolver algumas coisas fora de casa. Daí, fui ao cabeleireiro para cortar o cabelo. Lá, ligaram a tv e estava passando a final do patins no gelo feminino. Um espetáculo lindo demais! Aquelas mulheres são muito talentosas porque reunem os atributos do equilíbrio, da elasticidade, da força e da dança. Enfim, é uma senhora atração para ver. É um tipo de coisa que não assistimos sempre na televisão.



Bem, conforme fui vendo enquanto esperava a minha vez, fui ficando atenta à técnica delas. As apresentações eram feitas por contagem regressiva. Iam ficando para o final as cada vez melhores. Uma das atletas perdera a mãe no final de semana anterior e estava lá, executando sua performance belamente. Foi um exemplo de superação. Ficava para mim a mensagem de que "a vida deve continuar".



Algumas patinadoras novíssimas estreavam como grandes vencedoras, outras veteranas viram sua técnica e anos de treino virarem tombo. Umas que caíam começavam muito bem, mas iam de mal a pior após o tombo. Outras deixaram o nervosismo as dominar. Vi atletas tidas como favoritas perderem posições, não chegando nem mesmo a subir ao pódio.



O que eu pude transportar disso tudo para os estudos para concurso? Eu vi que podemos ser experientes, devotados ou inexperientes, novatos, mas o peso que nosso fator emocional exerce sobre nossos atos e resultados é muito grande. É a chamada inteligência emocional, tão propalada na década de 90.



Esse tipo de inteligência ou habilidade nos permite gerenciar todos os conhecimentos, emoções, informações que temos. Quem se preocupa com esse tipo de raciocínio aprende muita coisa. Entre elas, a lidar com a pressão, com situações de desconhecimento, situações de desaprovação alheia. Muito frequentemente enfrenta-se melhor as provações desconfortáveis que outras pessoas ditas mais qualificadas tecnicamente.



Percebi que muitas atletas e muitos concurseiros não possuem tal domínio. Muitos se dedicam com o corpo e a alma aos seus objetivos, mas não entendem o que acontece no momento em que deveriam brilhar. Suas mentes travam, seus corpos somatizam diversas sensações desagradáveis e indesejadas. Isso traz muita revolta a quem sente tais coisas.



Diante desses questionamentos, eu lhes convido a repensar sobre as suas posturas diante dos estudos. Reflita a respeito de como você encara o dia da sua prova, seus dias de preparação. Se você estuda com garra, não há motivos para medrar no momento dos testes. Pense bem! Pode ser que sua dedicação seja ótima e que só falta você perceber isso para confiar em si mesmo (a).



Raquel Monteiro é advogada e professora no RJ.

3 comentários:

Anônimo disse...

Alguém tem alguma notícia sobre nomeações para o interior, principalmente para São José dos Campos? Se alguém tiver eu agradeço de coração. Boatos dizem que na primeira quinzena de março recomeçarão, será verade? Alguém confirma? E mais uma vez desculpa professor Douglas, por ser tão ansiosa. Bjs.
Renata.

Kátia Ito disse...

Como sempre vc arrasou, Raquel!!!
Excelente texto!
Abs,
Kátia.

Raquel Solitária disse...

Obrigada, Kátia!
Fico muito lisongeada em vê-la sempre deixar seu comentário por aqui.

Bons estudos,
Raquel Monteiro